QR-CODE

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Código QR (sigla do inglês Quick Response, "resposta rápida" em português) é um código de barras, ou barrametrico, bidimensional, que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera. Esse código é convertido em texto (interativo), um endereço URI, um número de telefone, uma localização georreferenciada, um e-mail, um contato ou um SMS.

Inicialmente empregado para catalogar peças na produção de veículos, hoje o QR Code é usado no gerenciamento de inventário e controle de estoque em indústrias e comércio. Desde 2003, foram desenvolvidas aplicações que ajudam usuários a inserir dados em telefone celular (telefone móvel) usando a câmera do aparelho. Os códigos QR são comuns também em revistas e propagandas, para registrar endereços e URLs, bem como informações pessoais detalhadas. Em cartões de visita, por exemplo, o código QR facilita muito a inserção desses dados em agendas de telefones celulares. Programas de captura ou PCs com interface RS-232C podem usar um escâner para capturar as imagens.

O padrão japonês para o código QR, JIS X 0510, foi lançado em janeiro de 1999 e corresponde ao padrão internacional ISO/IEC 18004, tendo sido aprovado em junho de 2000. Segundo o site da Denso-Wave, o "código QR é aberto para uso e sua patente, pela Denso-Wave, não é praticada".

Padrões
Existem diversos padrões de codificação QR:
● Outubro de 1997 — AIM (Association for Automatic Identification and Mobility) International
● Janeiro de 1999 — JIS X 0510
● Junho de 2000 — ISO/IEC 18004:2000 (presentemente retirado)
    Define símbolos QR Code Model 1 e QR Code Model 2.
● 1 de setembro de 2006 — ISO/IEC 18004:2006
    Define QR Code 2005 symbols, uma extensão do QR Code Model 2. Não especifica como ler QR Code Model 1 symbols, ou requer ele para aderência ao padrão.

Na camada de aplicação, existem variadas formas de implementação. NTT DoCoMo estabeleceu um padrão para codificação de e-mails, URNs e URLs, informações de contatos e outros tipos de informação. O projeto de código aberto "ZXing" mantém uma lista de tipo de código QR.

Correção de erros
Além da informação desejada (por exemplo uma URL), o código QR armazena dados que garantem sua leitura mesmo se houve dano (ver ilustração) ou adquiriu ruído. Padrões:

● no Nível L (Low) 7% dos dados é redundante, usada para correção de erros;
● no Nível M (Medim) 15%;
● no Nível Q (Quartile) 25%;
● no Nível H (High) 30%.

Devido à correção de erros, a leitura do código QR pode ser feita a certa distância, sem muita preocupação com ângulo e foco, por câmeras simples (vinculadas a aplicativos adequados), tais como as câmaras de telefones celulares e tablets.

Quando a captura da imagem é precisa (ex. códigos usados apenas na fábrica), o nível de correção de erro pode ser menor. O uso de nível de correção de erro mais elevado permite a criação de códigos QR artísticos sem que percam a sua funcionalidade. Estes códigos personalizados podem ter várias cores e conter um logotipo e/ou uma imagem embutidos. Com códigos QR personalizados pode-se promover uma marca ou produto de forma simultaneamente criativa e interativa, captando a atenção dos consumidores, e não desperdiçando o espaço impresso.

Capacidade de armazenamento
O código QR indica o tipo de conteúdo que foi armazenado, por exemplo, se foi apenas um número, ou se foi uma frase. Para tanto o padrão estabelece diferentes modos de entrada no armazenamento. Possíveis caracteres conforme modo (e respectiva taxa de ocupação):

● Somente numérico (3⅓ bits/char): 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9
● Alfanumérico (5½ bits/char): 0–9, A–Z (maiúsculas apenas), espaço, $, %, *, +, -, ., /, :
● Binário (8 bits/char): padrão ISO 8859-1
● Kanji/kana (13 bits/char): padrão Shift JIS X 0208

A "capacidade em número de caracteres" depende das capacidades da versão ("resolução" em número de módulos), do modo (tipo de caractere), e do nível de correção de erro.

Capacidade da versão 1 (imagem com 21×21 módulos):

● Numérica - máx. 41 caracteres no nível L, 17 no nível H
● Alfanumérica - máx. 25 caracteres no nível L (suficiente para URL curta), 10 no nível H
● Binário (8 bits) - máx. 17 bytes no nivel L, 7 no nivel H
● Kanji/Kana - máx. 10 caracteres no nivel L, 4 no nivel H

Capacidade máxima,[12] versão 40 nível L (imagem com 177×177 módulos):

● Numérica - máx. 7089 caracteres
● Alfanumérica - máx. 4296 caracteres
● Binário (8 bits) - máx. 2953 bytes
● Kanji/Kana - máx. 1817 caracteres

Ilustrando como poderiam ser códigos-QR resultantes conforme a versão:

Como é utilizado
Com o QR Code é possível disponibilizar diversas informações, como um número de telefone, texto, contato, mensagem ou endereço da web, com um simples apontar da câmera do celular.

Licença
O uso de códigos QR é livre de qualquer licença, sendo definido e publicado como um padrão ISO. Os direitos de patente pertencem à empresa Denso Wave, que decidiu não usá-los. O termo QR code é uma marca registrada da Denso Wave Incorporated.

Uso
Desde que foi inventado o QR Code tem sido utilizado para as mais variadas funções, no entanto, nos últimos anos a sua utilização tem estado muito associada a acções de marketing e comunicação, fazendo uma ponte de ligação entre a comunicação online e a comunicação offline.[2]

Em Portugal foi desenvolvido, por Fernando de Matos Katro, em 2012, um projecto que resultou de um trabalho de uma agência de comunicação, a MSTF Partners, para o Turismo de Portugal e para a Associação de Valorização do Chiado que consistia na utilização de QR Code em calçada portuguesa com o objectivo de divulgar Lisboa enquanto destino turístico. A ideia foi fazer um QR Code, uma das tecnologias com maior potencial do século XXI, com pedras de calçada portuguesa, uma das mais antigas tradições portuguesas.

"Acabou de ler o primeiro código QR do mundo feito em calçada portuguesa", disponível em português e em inglês, é a mensagem inicial que aparece ao entrar nesta experiência. Num segundo nível de informação foram acrescentadas informações turísticas e comerciais sobre a oferta cultural, gastronómica, hoteleira e de comércio no Chiado.

O sucesso do QR Code em calçada portuguesa foi de tal modo grande que atravessou o Atlântico e foi implementado, em 2013, no calçadão das praias do Rio de Janeiro, o que permite aos turistas ampliar o conhecimento sobre a cidade maravilhosa através de um novo recurso tecnológico. Ao aproximar o smartphone, o utilizador poderá receber informações como a origem do nome da região ou a agenda de actividades turísticas, como os locais ideias para ver o pôr-do-sol no local ou visitar um museu próximo, ou ainda informações culturais, gastronómicas e comerciais.

No Brasil, o primeiro anúncio publicitário a utilizar o código QR foi publicado pela loja Fast Shop, em dezembro de 2007. Mais tarde, em junho de 2008, a cerveja Nova Schin publicou um anúncio com o código e a Claro fez uma campanha utilizando o código QR em novembro de 2008. A revista Galileu, da editora Globo, também incluiu códigos QR para oferecer ao usuário acesso a informações extras pelo celular. Em novembro de 2008, durante o Salão do Automóvel de São Paulo, a Volkswagen utilizou o código para uma pequena ação em seu stand.

Ainda no Brasil, em 2015, precisamente em São Paulo, diante de pesquisas realizadas para atender o Curso de Moda Inclusiva, promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, teve como idealizadora do projeto e coordenadora Daniela Auler e como aluna Marilene Bego (Keka), que encontrou uma nova forma de uso para o QR Code: transformou a imagem em etiqueta de roupa e denominou-a "etiqueta falada". O objetivo da sua pesquisa, Moda Praia Inovação, foi atender pessoas com deficiência visual e oferecer liberdade de escolha e autonomia de compra e uso de um produto.